Como funciona o Botão do Pânico usado na proteção de mulheres em Matinhos
Sistema conecta 50 dispositivos a uma plataforma que localiza acionamentos, transmite áudio e envia alertas de emergência
Mulheres atendidas pela rede de proteção de Matinhos contam com um dispositivo portátil para pedir socorro em situações de emergência. Equipado com GPS e transmissão de áudio, o Botão do Pânico integra uma estrutura com 50 aparelhos contratados pelo município, mantida por mais seis meses.
A prorrogação custará R$ 87.150, o equivalente a R$ 14.525 por mês. O segundo termo aditivo ao contrato com o Instituto Nacional de Tecnologia Preventiva (INTP) foi publicado nesta segunda-feira (28) no Diário Oficial dos Municípios do Paraná e mantém o serviço até 26 de março de 2027.
Cada botão possui chip de telefonia móvel e pacote de dados. Ao ser acionado, o aparelho se conecta à plataforma Skybox, que permite identificar sua localização, transmitir e gravar o áudio captado no ambiente e emitir alertas de emergência.
O sistema também mantém o cadastro das usuárias e dos equipamentos, registra os operadores responsáveis pelo monitoramento, gera relatórios e armazena informações em nuvem. Três smartphones utilizados pelas patrulhas recebem os dados enviados pelos dispositivos durante os acionamentos.
A plataforma responde pela maior parcela do custo mensal. As 50 licenças da versão web somam R$ 10.900, enquanto a locação dos 50 botões custa R$ 2.575. Os três smartphones representam outros R$ 396 e as licenças para acesso pelo celular, R$ 654.
Matinhos contratou o serviço em março de 2025, por meio da Inexigibilidade. O aditivo prevê que a prorrogação poderá terminar antes de março caso seja concluído um novo processo licitatório e formalizada outra contratação. Nesse caso, o vínculo poderá ser encerrado sem penalidades para as partes, mediante comunicação prévia.